Pesquisar este blog

domingo, 30 de maio de 2010

O sucesso sórdido da "Síndrome da Ignorância do Risco"

Em pouco menos de oito horas, sete jovens de 18 a 28 anos morrem em acidentes no Estado do Rio Grande do Sul, enlutando famílias. Este acidente, na Avenida Alberto Bins, tirou a vida de um jovem de 22 anos em plena força da viva.
Uma tragédia anunciada, que se repete quase diariamente com assustadora crueldade, condenou sete famílias gaúchas a um luto que jamais será aplacado. Em menos de oito horas, a ceifadeira de vidas em que se transformou o trânsito levou jovens entre 18 e 28 anos, nos municípios de Três de Maio, Picada Café e Porto Alegre.
Todos os acidentes ocorreram entre o final da noite de quinta-feira e a madrugada de ontem – horário em que as ruas das cidades e as rodovias se tornam territórios de ninguém. Todos envolveram manobras arriscadas ou excesso de velocidade, o que evidencia o despreparo dos motoristas. Resultado: pais e mães tiveram de sepultar seus filhos, na mais dolorosa inversão da lógica da vida. (ZeroHora, RS)

Repetindo a ficção: Como "Vital" em sua moto e o nosso "Johnny" era um cara legal em seu Opala metálico azul, os envolvidos em trajédias como essa, são jovens de 18 aos 30 anos do sexo masculino.

O sucesso sórdido da Síndrome da Ignorância do Risco, onde a pessoa despreza as advertências explicitas e se expõe sem temer a fatalidade.
A criança nasce e vai para escola, hoje, cada vez mais cedo. Os pais se orgulham quando o filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar para a faculdade. Então o que acontece normalmente se a família tem posses, como presente pelo esforço do filho, dá um carro novo e possante para ele, um passaporte para o risco. Fato que reforça o pensamento geral de que: “acidente só acontece com os outros”, desprezando o risco e, por isso, não existe a preocupação de que esse filho, às vezes, ainda não está psicologicamente amadurecido para exercer esse tipo de responsabilidade. Em alguns casos ele sai de uma bicicleta ou de uma motoneta, quando não de uma moto, para um veículo de aproximadamente quatrocentos cavalos de potência. (Kochulinski, monografia, p.10, 2010)

Nenhum comentário:

Postar um comentário